Conduta como SLA do crédito: como transformar alertas preditivos em governança diária – SHARP55
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Crédito

Conduta como SLA do crédito: como transformar alertas preditivos em governança diária

4 min. de leitura

Autor

Gabriel da Silva Jacques

CEO/CHRO da Ibratan

Conduta como SLA do crédito: como transformar alertas preditivos em governança diária

O jogo mudou. Em 2026, não basta “aprovar ou reprovar”. A régua é “aprovar com evidência”.
Quando a conduta entra no centro da operação, seu SLA de crédito deixa de medir apenas tempo e passa a medir precisão, justificativa e previsibilidade.

Por que tornar a conduta um SLA

  • Reduz perdas ao priorizar risco comportamental antes da inadimplência.
  • Eleva a taxa de aprovações seguras sem inflar derivação manual.
  • Gera trilha de auditoria nativa para jurídico, compliance e auditorias externas.

A North Star na prática: alertas preditivos como métrica-mãe

Use o “Número de Alertas Preditivos Gerados” como indicador de saúde da carteira.
Ele mostra o quanto sua base “fala” com você antes do problema acontecer.

Indicadores derivados obrigatórios

  • Taxa de casos com alerta e ação tomada no prazo
  • % de alertas críticos convertidos em prevenção efetiva
  • Tempo médio entre alerta e decisão operacional
  • Redução de perdas atribuída a alertas

Faixas de referência iniciais

  • Cobertura de alertas: ≥ 95% das propostas e da carteira monitorada
  • SLA de resposta a alerta crítico: ≤ 2 horas em D0
  • Conversão de alerta crítico em prevenção: ≥ 60% nos primeiros 90 dias

Painéis que importam (para o dia a dia do risco)

  • Reincidência jurídica: frequência e severidade por CNPJ/CPF e por grupo econômico.
  • Vínculos e relacionamentos: sócios, endereços, administradores e clusters de risco.
  • Reações a cobrança: ações reversas, litigância estratégica, histórico de execuções.
  • Severidade jurídica: valores de causa, tipos de ação e tendência de perda.
  • Aging de alertas: críticos, altos, médios e seus prazos de expiração.
  • Exposição por faixa de risco: aprovação, limite, prazo e concentração.

Sinais de ação imediata

  • Aumento abrupto de processos por inadimplemento nos últimos 90 dias.
  • Alterações societárias repetidas com reuso de vínculos.
  • Padrão de “compra–atraso–ação–acordo–reincidência”.
  • “Fachada limpa” no score, pesada no Judiciário.

Playbook de decisão automática com justificativa

Desenhe a régua de políticas a partir do padrão de conduta, não só do score.

  1. Classificação de risco comportamental
    Alerta crítico, alto, médio, baixo (ponderando reincidência, severidade e vínculos).
  2. Ação automática por faixa
  • Baixo: aprovar automático com justificativa e monitoramento.
  • Médio: aprovar com mitigadores (limite, prazo, garantia ou confirmação).
  • Alto: derivar com checklist de evidências e prazo de SLA.
  • Crítico: reprovar ou exigir garantia robusta; abrir monitoramento intensivo.
  1. Justificativa nativa e auditável
    A decisão deve nascer com: sinais de conduta, fontes, timestamp, regra aplicada e responsável.
  2. Governança e exceções
    Toda exceção exige parecer técnico, dupla validação e tempo máximo de resposta.

Auditoria contínua pós-decisão

  • Backtesting mensal: falsos positivos/negativos por regra de conduta.
  • Matriz ganho-perda: perdas evitadas vs. oportunidades perdidas.
  • Revisão de políticas: ajuste de limiares por segmento, ticket, região e canal.
  • Ciclo PDCA trimestral com jurídico e compliance.

KPIs recomendados

  • TME com justificativa: ≤ 60 segundos em 80% dos casos.
  • Derivação saudável: 10–25% (evita gargalo sem relaxar controle).
  • Redução de perdas atribuída à conduta: meta inicial de 20–30% em 6 meses.
  • Contestação de decisão: < 3% com parecer técnico aceito pelo jurídico.

Roadmap de implantação em 30–60 dias

  • Semana 1–2: mapeamento de dados, políticas atuais e riscos prioritários.
  • Semana 3–4: ativação de alertas, dashboards e trilhas de evidência.
  • Semana 5–6: automações por faixa de risco, backtesting e ajuste fino.
  • Semana 7–8: auditoria contínua, metas de SLA e comitê de governança.

Como o SHARP55 viabiliza esse SLA

  • Conduta como critério: lê padrões jurídicos e comportamentais que o score não vê.
  • Velocidade: 10.000 vezes mais rápido com parecer explicável.
  • Integração simples: APIs para motor de crédito, ERP e esteira atual.
  • Monitoramento contínuo: alertas sobre mudança de perfil da carteira.
  • Governança embutida: cada decisão nasce com trilha auditável.

Decida com base em evidência, não em suposição.

O SHARP55 revela riscos invisíveis antes que se transformem em inadimplência, fraude ou disputa. Com leitura de conduta e histórico judicial, entrega análise preditiva precisa, rastreável e integrada ao seu processo.

Pronto para operar crédito com SLA de conduta, decisões explicáveis e menos perdas? Fale com nossos especialistas e veja como a abordagem baseada em padrões comportamentais protege sua operação desde a origem.

Gabriel da Silva Jacques

CEO/CHRO da Ibratan

Auxilio empresas a tomarem decisões de risco há 14 anos e contribuo na construção de relacionamentos e produtos para potencializar os resultados dos seus clientes. 

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